quinta-feira, novembro 01, 2007

E o vento levou

Acordei às quatro horas da manhã com o barulho do vento. Em seguida começou a pior tempestade que já vi na vida. Pela primeira vez na vida tive medo do temporal. Em seguida escuridão total. Nenhuma lâmpada acesa na cidade. Pelo menos na parte da cidade que eu vejo pela minha janela.
Não dormi mais. Já tiveram insônia, no meio de um temporal, sem luz e conseqüentemente sem poder ligar a tv, o rádio, o computador, sem pode acender a luz para ler. O que eu fiz com o meu radinho de pilha? Ao pensar no rádio, lembrei do portão eletrônico. Aliás, dos portões, pois na minha casa são dois pra sair da garagem. Como vou fazer pra sair de casa as seis e meia se não tiver luz e não puder acionar os portões? Lembrei que eles podem ser abertos manualmente, é só tirar os cadeados. E onde estão as chaves dos cadeados? Pensei em levantar e ir procurar as chaves. No escuro? Lembrei da lanterna que ganhei e está no porta-malas do carro. Mas onde estão as pilhas que comprei pra por na lanterna e que não coloquei para que elas não vazassem se eu demorasse pra usar a lanterna. Não faço idéia de onde estão as pilhas.
Cinco e meia toca o despertador (como se eu precisasse). Levanto no escuro. Como faço pra achar alguma roupa? Como encontro os sapatos? Como faço pra me maquiar?
Espero até as seis e quinze quando começa a clarear. Não que tivesse clareado muito, mas enfim, deu pra me vestir e procurar as chaves. Achei. Fui lá eu, abaixo de chuva, abrir os cadeados. Quem disse que abriram? Enferrujados. Martelo, cadê o martelo? Achei na prateleira da garagem. Bati, bati, bati... Nadica de abrir. Desisto, volto pra dentro, troco a roupa encharcada, seco os cabelos com uma toalha e chamo um táxi. Dinheiro pra pagar o táxi. Só tinha cinco reais trocados na carteira. Táxi aceita Banri Compras? Cartão de crédito?
Bem, por via das dúvidas, acordo minha mãe pra pedir dinheiro emprestado.
Chego à faculdade. Só um aluno. Os outros chegam depois das oito. As nove termina a luz por lá. Escuridão total. Intervalo de uma hora. Retomo a aula. Saio ao meio dia, lembro que continuo sem dinheiro e sem carro. Peço dinheiro emprestado pra um colega. Táxi? TAAAAAAAXIIIIIIIIIIIIIII? Quem disse que é fácil achar táxi no meio da tempestade. Meia hora depois chego em casa. E daqui não saio mais hoje.
Pode cair o mundo.

6 comentários:

Priscila disse...

Véeeeeeeeeeeeeeeeeeeeerge maaria. Que dia, hein!?

Meu emeésseene caiu... não consegui te dar tchau. Entoncis... bom feriado!!!! ;) beijo

Marilac disse...

Oii!
Mônica, eu tenho medo de temporais assim..
Você escreve de forma bem humorada mas com certeza foi um dia daqueles..

Bjs e uma semana abençoada
Marilac

Márcio disse...

Meu Deus!!
Nem acredito!
Tem táxi em Passo Fundo!!!

Susi Schio disse...

Bem lembrado! Procurar as chaves dos cadeados do portão de casa....não faço a mínima idéia de como sair se faltar luz...

Mônica disse...

Beijos Pri e Marilac.

Tem Márcio, qdo não chove.

A gente nunca lembra dessas coisas Susi. Só quando a gente precisa.

Plinio Nunes disse...

Ás vezes até que são bons contratempos desse tipo. Servem para que fiquemos mais alertas, mais organizados, mais capazes de enfrentar as adversidades. Lembrei disso em um curso que fiz no corpo de bombeiros na semana passada. Simulações ajudam a ter calma na hora em que algo fora do normal acontece e a usar a tempo as soluções sem dar espaço pro medo e pro pessimismo. É preciso tirar lições dos fatos para que, quando se repetirem, saibamos onde estão as pilhas, onde estão as chaves onde está a saída.
P.S Mudei de blog. Agora também sou blogspot.
Bjs.