sábado, abril 02, 2011

Mudanças

Bom dia amigos

Hoje eu queria comentar com vocês todas as mudanças que tem acontecido na minha vida desde que eu comecei a fazer reeducação alimentar.

A principal, sem dúvidas, foi o emagrecimento (até agora emagreci 15 kg). Mais do que isso, acho que melhor que emagrecer foi parar de engordar. Sem me dar conta estava eu em um regime de engorda. Não estava me dando conta que meu peso aumentava a todo momento, porque eu me recusava a pisar em uma balança. Que coisa, né? A gente gosta de bancar o avestrus, e enfiar a cara na areia para não ver o que acontece a nossa volta. Como, se a gente não visse o problema não existiria. Ledo engano.

Bem, além de estar diminuindo meu peso, estou adquirindo novos hábitos: seleciono os alimentos que como, não como por impulso, penso enquanto como, controlo a quantidade. Comer passou a ser elementar para eu ter saúde e não para eu satisfazer buracos na minha vida que nunca preenchiam, nem com muita comida.

Mudar isso, de alguma maneira, me fez ter mais disciplina em outras coisas da minha vida. Não fujo dos problemas, encontro soluções. Encaro a vida mais de frente.

Faço exercícios diariamente. Isso me faz ter mais fôlego e mais energia. Até para falar melhorei muito. Agora não preciso parar para respirar entre uma fala e outra na aula. Comecei a andar mais a pé e subir escada sem elevador sempre que posso.

Acho que estou mais feminina. Me preocupo mais com a pele, o cabelo, as unhas. Estou viciada em programas de moda e de estética. Me olho muito mais no espelho, gosto de experimentar roupas, de compor modelitos.

Tomo mais água.

Fundamentalmente estou mais focada em mim.

Claro que ainda tenho muito a mudar e evoluir. Ainda sou uma mulher enorme...mas isso estou encarando como passageiro. Melhor dizendo não sou assim, eu estou assim, por escolhas que fiz. Mas também, em janeiro decidi que serei diferente nos próximos anos. Se passei 40 anos da minha vida vivendo como gorda, quero ter a experiência de passar os próximos 40 como magra. Como diz Chico Xavier "Embora ninguém possa voltar atrás para fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora a fazer um novo fim".

Sei que esse post tá longo. Mas precisava fazer essas reflexões, até para ficar registrado aqui e eu voltar a ler sempre que estiver desanimando.



Bem, desculpa o tamanho do post, mas como dizia um escritor do século passado, escrevendo uma carta para a namorada:"desculpe-me a longevidade da carta, mas não tive tempo para escrever uma menor.."

beijos e bom sábado para todos.

quanto a mim, vou ficar de cama, pois estou com febre, com sinusite, minha asma me atacou. Logo hoje que depois de uma semana, saiu o sol por aqui....


chegaaaaaaaaaa Monica....

bj




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segunda-feira, abril 12, 2010

Prazer, meu nome é Mônica

Faz tanto tempo que não escrevo nada substancial aqui, que a sensação é de que estou começando um novo blog. O motivo do abandono? Sei lá. Talvez nada para dizer, talvez coisas demais.
Andei relendo alguns post do início, lá dos idos de 2006, e vi que muita coisa mudou na minha vida. Ou será que nem tanto?
Enfim, continuo no mesmo emprego, com alguns cargos a mais. Continuo amando dar aulas e me emocionando com meus alunos. Continuo acompanhando os estágios no hospital, o que sempre me lembra porque escolhi minha carreira. Na verdade, talvez a minha melhor escolha. Continuo escrevendo um monte de artigos científicos, capítulos de livros e publicando quase nada. Muita produção e pouca publicação, culpa das filas das editoras e da minha incapacidade de organização do tempo. Muito projeto a iniciar, outros a finalizar.
Continuo com os mesmo amigos e alguns novos. Continuo com os mesmos amores e alguns novos. O que muda é o coração cada vez mais tranquilo.
Agora tenho dois sobrinhos ao invés de um a ocupar um bom bocado do meu coração. Procuro, apesar da correria cotidiana, estar muito presente na vida deles, dividindo com seus pais as tarefas de cuidar nos períodos de férias, levar ao parque, ao cinema, à aula de natação, buscar na escola e coisas que fazem a vida valer a pena.
Tenho viajado para longe pelo menos uma vez a cada seis meses. Quase sem tempo para viajar para perto, onde gostaria de estar quase sempre.
Enfim, c'est la vie. A minha vida.

Embora não saiba se alguém lerá esse post, estava com vontade de escrever como ela ( a vida) anda por aqui. É bom compartilhar, nem que seja para uma página em branco.

segunda-feira, março 29, 2010

Confortabilíssimo

O texto que acompanha essa imagem no Terra é :

"Tamancos voltam à cena e prometem ganhar consumidoras pelo conforto."


Estou imaginando o tamanho do conforto, a julgar pelo calcanhar da pobre "vítima" na foto aí em cima.

quinta-feira, dezembro 31, 2009

2010


Há uns 20 anos aprendi que no último dia do ano devemos fazer uma lista de tudo que desejamos para o próximo. Fiz isso sempre. Lembro que a minha lista de desejos era grande. Mas a cada ano ela dimunia, pois vários desejos eram realizados ano a ano.


Nos últimos anos, graças a Deus, a lista de desejos é mínima e tem sido substituida por uma lista de agradecimentos que aumenta a proporção que a outra diminui.


Esse ano não é diferente. Tenho muito a agradecer. Foi um ano díficil é claro, com perdas, com desafios, com pressões profissionais. Mas foi também um ano de conquistas, de encontro com minha paz de espírito, com vitória em desafios anteriores.


É claro que tenho muitos desejos para o 2010:


- Que tenhamos menos desastres climáticos;

- Que tenhamos um ano com menos instabilidades financeiras;

- Que a Dilma não vença as eleições;

- Que não tenhamos um novo surto de gripe suína, dengue, rubéola, febre amarela;

- Que diminua a mortalidade infantil, o anafalbetismo, o desemprego, a violência em todas as suas facetas, a fome,a desigualdade social e todas as nossas chagas sociais;

-Que eu fique mais próxima de meus amigos;

-Que minha família continue tão unida, saúdavel; próspera e feliz como nesse ano.


E e claro, que todos os meus quatro desejos secretos se realizem.


Ah, e se não for pedir demais, que eu ganhe o premio da Mega Sena da virada.



Feliz Ano Novo meus queridos amigos.


Tim, tim!

quarta-feira, novembro 25, 2009

Notícias da vida

Hoje me deu uma vontade de escrever aqui novamente. Não tenho motivos para não ter mais escrito. Só talvez me falte inspiração. Engraçado que minha fonte de inspiração por muito tempo tenha sido momentos de sofrimento. E talvez ainda seja, haja vista que estou nesse silêncio. O que significa que, graças a Deus, o sofrimento esteja passando longe da minha vida nos últimos tempos.

Não que na minha vida tudo esteja sendo um mar de rosas. Pelo contrário, a cada dia vários problemas aparecem, muita pressão me cerca e tenho muitas preocupações e frustrações. A diferença, talvez esteja residindo na forma em que tenho lidado com essas coisas. O tempo, o equilibrio, o amor, a maturidade e a serenidade tem me ensinado que problemas se resolvem se tivermos calma e objetividade, que as pressões sempre vão existir e que talvez elas sejam fundamentais para nos fazer crescer e que as frustrações precisam ser toleradas.

A minha vida segue em frente, mais do que nunca. A cada dia faço escolhas, tomo decisões. Mas, especialmente, a cada dia curto as coisas boas que inevitavelmente aparecem.

Estou mais do que nunca com muitos planos. Planos de mudanças pessoais, planos de crescimento profissional. Planos de encontrar meus amigos com mais frequencia. Sinto falta de alguns convívios mais próximos.

Enfim, parece que tudo está no seu lugar ou se encaminhando para ficar.



quarta-feira, outubro 28, 2009

Educação

Multidão de crianças comprando livros na Jornada Nacional de Literatura da Universidade de Passo Fundo.


É assim que se muda um país!
Por isso tenho maior orgulho do que faço e da Instituição em que trabalho.

terça-feira, outubro 06, 2009

Mudanças e verdades

Sempre tive uma relação complicada com mudanças. Mais cedo elas me desafiavam. Adorava. Faziam-me olhar para frente, assumir desafios. Hoje em dia me assustam. Acho que a maturidade, a sensação de que o tempo está indo muito rápido me faz pensar que desejo mais estabilidade. Mas, não adianta. Estou eternamente em período de mudanças, sejam elas quais forem, desde o corte do cabelo até rumo profissional, passando por sentimentos e relacionamentos.

Essas mudanças que a vida nos exige, que antes me moviam agora me travam. Fico sem saber fazer escolhas, fico com medo do que está por vir. Fico com medo de ter que mudar meus conceitos.

O que me reporta às verdades. Sempre tive a consciência de as verdades não são absolutas. O que é verdade para mim hoje, talvez não seja mais verdade amanhã. Todos os sentimentos que tenho hoje, provavelmente não os terei, pelo menos não na mesma intensidade, amanhã ou em alguns anos.

Essa mutação das "minhas verdades" também me assusta agora. Não sei se quero e se posso mudar meus sentimentos, não sei se quero mudar meu rumo profissional, não sei se quero mudar o rumo da minha vida.

Mas eu sei que não é minha escolha mudar. Minha escolha nesse momento é só tomar a decisão. Minha ingerência agora é somente optar qual será a minha escolha e qual será a minha renuncia, já que acredito (por enquanto, para ser coerente) que cada escolha corresponde a uma renuncia.

Torço para que eu tenha a capacidade de escolher a renuncia certa. Porque se fizer isso, posso acreditar que fiz a escolha certa.


sexta-feira, outubro 02, 2009

Henrique





Henrique nasceu as 07:56 da manhã. Saudável, lindo e pequenino, com 2,350 Kg e 44 cm. Perfeito, com mãos longas como seu pai e fartos cabelos loiros.
Dia corrido, pois com o frio inesperado foi preciso praticamente comprar um enxoval novo, pois tudo foi preparado esperando o calorzinho da primavera.

A espera de Henrique II




quinta-feira, outubro 01, 2009

A espera de Henrique


Amanhã bem cedinho nasce o Henrique, meu segundo sobrinho, primeiro filho do meu irmão Guilherme. Já tinha sentindo isso quando nasceu o Nathan, filho da minha irmã. Aliás o sentimento iniciou, nos dois casos, quando eles ainda estavam na barriga de suas mães. Um amor imenso, incondicional, por pessoinhas que ainda nem haviam nascido. Um amor intenso, daqueles que nenhuma razão explica.
Essa noite será longa. Estou praticamente pronta para pular da cama e ir ao hospital conhecer esse meu segundo presentinho de Deus.
Vou dormir rezando para que Ele abençoe o parto, que o Henrique chegue cheio de saúde e que encha mais ainda minha vida de alegrias. Amém

terça-feira, setembro 22, 2009

Do lado esquerdo do peito

Nesta noite, entre o seu dorme e acorda habitual, ela de novo pensou que estava deitada com a sua cabeça sobre o lado esquerdo do peito dele. Acho que ele não lembra dessa história, apesar de dizer que tudo o que ela lembra ele lembra.
Logo que se conheceram eles tinham longas conversas ao telefone quase todas as noites. Eles contavam coisas de suas vidas, do seu dia, seus problemas, suas aventuras e foi assim que realmente um conheceu ao outro. Em uma dessas noites, ele disse que estava deitado no chão do seu quarto, pois suas costas doíam, e ela perguntou se podia deitar ao lado dele, pela menos na sua imaginação. Ele disse que era para ela deitar com a cabeça no lado esquerdo do seu peito. E ela então, de olhos fechados, tão longe fisicamente que estava dele, se imaginou deitada ali. E sentiu uma emoção tão forte, como se aquilo fosse real. Acho que foi naquele momento em que ela se apaixonou por ele.
Hoje em dia, passados tantos e tantos anos, muitas vezes ela ainda deita com a cabeça bem naquele lugarzinho do seu peito enorme, para ouvir suas conversas, para pensar nos problemas e para pegar no sono.
E quando ele a abraça de verdade, ela sempre nota que a cabeça dela encaixa direitinho naquele espaço.
Ela pensa que, mesmo que a vida os separe definitivamente, ela ainda toda noite vai deitar sua cabeça ali, para sentir que finalmente está onde deveria estar. E ela lembra o poema do Vinicius que diz:
Poder dormir
Poder morar
Poder sair
Poder chegar
Poder viver
Bem devagar
E depois de partir poder voltar
E dizer: este aqui é o meu lugar
E poder assistir ao entardecer
E saber que vai ver o sol raiar
E ter amor e dar amor
E receber amor até não poder mais
E sem querer nenhum poder
Poder viver feliz pra se morrer em paz

domingo, setembro 20, 2009

Rubens


Amanhã é aniversário do meu pai. Homem forte, alegre, que sempre soube aproveitar as coisas boas que a vida lhe deu e mais do que isso, compartilhou sempre essas coisas com a família. Sempre fomos muito unidos. Primeiro na vida tranquila que tínhamos, nas inúmeras viagens em todos os finais de semana que lembro da minha infância e todas as outras coisas que tornaram a minha infância imensamente feliz. Depois, nas dificuldades que a vida vai nos apresentando e que foram e vão sendo vencidas diariamente, sempre graças a essa união que é, com certeza, capitaneada pelo Seu Rubens.

Meu pai sempre foi um homem que levou muito a sério a família. Um amor imenso por seus pais. Uma ligação muito forte com meu avó e principalmente com minha avó. Um amor incondicional por minha mãe e por seus três filhos e que muitas vezes foi traduzido pela educação que recebemos.

Ele sempre nos incentivou a estudar. Ganhamos muitos livros, mesmo antes de sabermos ler. Estudamos nas melhores escolas, fizemos todos os cursos que queríamos. Lembro de todas as fases da minha formação com meu pai sempre presente.

Infelizmente há anos atrás a vida lhe pregou grandes peças, fazendo com ele tivesse imensas perdas financeiras, familiares e a pior de todas: a sua saúde. Um infarto, uma cirurgia cardíaca e a diabetes o fizeram diminuir drasticamente a sua acuidade visual, resultando em apenas sombras que ele consegue perceber hoje.

Mas isso não o impede de ainda exercer uma grande e linda influência na nossa vida. É o ídolo do seu neto e aguarda ansiosamente a chegada do segundo para daqui a alguns dias.

Feliz aniversário meu exemplo de vida, de caráter e de amor.

quinta-feira, setembro 17, 2009

Vida que segue


Não tenho escrito muito por aqui. Aliás, não tenho escrito muito em lugar algum, fora algumas frases non sense no twitter.

A vida tem sido corrida, mas a sensação é a de que estou correndo para lugar nenhum. O que me lembra sexta-feira passada, à noite, em que me perdi em Porto Alegre. Fui dar carona para uma colega de trabalho que mora lá para os lados da Dom Pedro. Na volta, ao invés de dobrar a direita em uma determinada esquina, dobrei para a esquerda e quando me dei conta já estava chegando na Restinga. Tentei voltar, não achava retorno e entrei em uma rua para tentar o retorno. Aí sim, me perdi geral. Pegava qualquer rua na tentativa de sair dali. Morrendo de medo, cada vez ficava mais perdida e não sabia para onde estava indo. Comentei com a pessoa que me acompanhava que estava lembrando o ditado que diz que pra quem não sabe onde vai qualquer caminho serve. Já passava da meia noite quando consegui chegar de volta à Dom Pedro e pedir ajuda em um posto de gasolina e finalmente chegar no hotel em que eu estava na Miguel Tostes.

Minha vida nos últimos dias tem sido assim. Muito movimento, algumas perdas, algumas tristezas.

Por outro lado, algumas coisas muito boas estão acontecendo:

* Finalmente troquei de carro, depois de muito pensar com medo de encarar um financiamento. Mas consegui um negócio excelente. Não é o carro dos meus sonhos, mas pelo menos tenho um carro zerinho.

* Ganhei um prêmio do meu título de capitalização. Ufa! Grande hora para ganhar dinheirinho extra.

* Meu sobrinho, o Henrique, está quase chegando. Cesariana marcada para o dia 02 de outubro.

* Parece que depois de um início de semestre tumultuado, as coisas parecem estar entrando nos eixos de novo na Universidade.

* Novas janelas se abrindo.

* Coração cada dia mais cheio de sentimentos bons.

* Viagem para Fortaleza praticamente acertada. Uma semana de muito sol, água de coco e boa companhia.

Só falta a noticia de que haverá quinze dias diretos de sol em Passo Fundo city.

domingo, agosto 23, 2009

Desabafos de um domingo

Depois de uma semana bastante fora dos padrões, com minha gripe e a preocupação com a cirurgia de uma pessoa querida, as coisas voltam ao seu ritmo.
Na quinta-feira já estava de volta ao trabalho, caindo de para-quedas no centro de vários problemas. Na sexta voltei a dar aulas e aí sempre lembro o motivo de ter escolhido a carreira acadêmica. O prazer da troca com os alunos, seus olhares curiosos e espantados com o conhecimento, suas histórias e suas versões sobre o conteúdo sempre me deixam com mais gás para continuar. É uma carreira que mexe com a nossa capacidade de raciocínio, com nossa vontade, com nossa paciência, mas nada tira o prazer de ter contribuído com o crescimento e com a formação de outro ser humano, de outro profissional.
No sábado, aulas pela manhã e finalmente um tempo para a Mônica mulher durante a tarde. Essa Mônica anda um pouco sublimada pela vida nos últimos tempos. Cuidar de mim nunca foi muito a minha prioridade. Mas sempre me deu bastante prazer. Mudança no corte de cabelo, cuidados com a pele e com as unhas me deixaram com a auto-estima um pouco melhor. Mas também me fizeram dar conta do quanto ando relaxada em alguns aspectos. Fiz novas promessas de tentar organizar a minha vida e tentar resgatar algumas coisas deixadas de lado pela correria da vida.
No mais continuo tendo sonhos que não dependem de mim para serem realizados, mas sigo com fé de que eu conseguirei conquistar, porque afinal das contas, eu tenho certeza que eu mereço. E como disse para uma pessoa ontem: eu posso tudo que eu quero!

terça-feira, agosto 18, 2009

Terça-feira

Hoje parece que as coisas começam a evoluir bem. Não tenho febre desde ontem, não tenho dores e a congestão melhorou. Só sinto muito cansaço a qualquer movimento e a aparência está um pouquinho pior. Mas acho que agora é só retomar a rotina, tentar me alimentar melhor e descansar um pouco mais para no final da semana estar na ativa novamente.
O que mais incomoda agora é o tédio e o fato de estar aqui presa. Como não tenho mais sintomas como coriza e tosse, achei que talvez pudesse ser liberada desse isolamento, mas o médico me disse que antes de seis dias ainda é arriscado. Isso me diz que ainda tenho mais ou menos 48 horas aqui nessa solidão.
Tenho planos de arrumar meus armários e achar alguma coisa doméstica para passar o tempo. Queria que tivesse um pouco de sol lá fora para sentar um pouco ao ar livre. Quem sabe a tarde esse tempo melhora.
No mais é esperar e ter um pouco mais de paciência, e evidentemente agradecer por esse vírus, seja lá qual for ele, ter me afetado na sua forma mais branda.

segunda-feira, agosto 17, 2009

Segunda-feira

Hoje definitivamente é o pior dia até aqui. Espero que seja mesmo. Essa sensação de piora talvez seja pela mudança brusca do tempo. Tem muita umidade no ar.

A aparência está horrenda. Uma palidez cadavérica, olhos vermelhos e lacrimejantes, enormes olheiras, rosto murcho. Vontade de quase nada. Não consigo dormir. Aliás, as noites são os piores períodos. Dormir pelo menos faria o tempo passar mais rápido, mas...

Nem eu sei porque estou fazendo esse diário. Talvez para passar o tempo. Talvez para dar a sensação de estar falando com alguém, nem que seja comigo mesma.

Na verdade, o telefone tem tocado sim. Sempre é da universidade, com algum problema para eu resolver. Será que ninguém entende que eu não consigo resolver nada agora? Meu senso de responsabilidade estava me impedindo de desligar o celular, mas acabei de fazê-lo.

Estou cansada, desanimada, sem qualquer apetite. Estou começando a me sentir fraca.

Espero fortemente que os epidemiologistas estejam certos e que em dois dias os sintomas diminuam. Embora eu não ache que seja a gripe H1N1. A febre é baixa e a falta de ar não é significativa. Mas que é uma virose muito chata, ah isso é.

Por via das dúvidas e por ordens médicas, continuo aqui no meu isolamento. Saudade de estar com as pessoas que amo.


domingo, agosto 16, 2009

Diário de uma gripe II

Mais um dia nesse isolamento e parece que vou enlouquecer. Felizmente minha mãe acordou bem melhor hoje, mas eu continuo com dores de cabeça e nas articulações. A noite foi particularmente ruim, com febre intensa, muito calafrios e sintomas gastrointestinais. Durante o dia a febre parece que dá uma folga.

Mas o pior de tudo é ter que ficar aqui parada. Não que eu não goste de ficar em casa. Em estado normal sempre gosto dos momentos em que posso ficar aqui. Talvez porque os meus dias sejam sempre agitados, falando com gente demais, indo a reuniões e compromissos demais.

Mas, enfim, ficar em casa por vontade própria é uma coisa, ficar em casa obrigatoriamente isolada do mundo é outra bem diferente.

Não acho o que fazer, principalmente porque sei que na vida lá fora eu estaria em uma semana cheia. Volta as aulas, reorganização do calendário acadêmico depois desses adiamentos todos, bancas finais da pós-graduação, recepção dos calouros, visita do MEC para recadastramento institucional, aulas como convidada na Faculdade de Medicina. Tudo sendo adiado ou cancelado.

Fora essa dúvida sobre se é a malfadada Gripe ou não. Medo cada vez que a febre sobe, toda hora medindo a pressão arterial e observando sinais de dificuldade respiratória. Não adianta, por mais que se tente ser racional e lembrar os conhecimentos profissionais, sempre que a coisa é com a gente, acaba pintando uma paranóia.

O que piora tudo é que, a cada dia, meu humor vai ficando mais irritadiço. Principalmente porque não acho nada que me distraia. Não aguento mais ver televisão, meus olhos e minha cabeça doem se tento ler e esse notebook que se desliga a cada intervalo de tempo por algum problema que não tenho como resolver agora, está me deixando cada vez mais com sensação de isolamento.

Além de não poder sair para levar esse computador no conserto, não tenho nem como sair para comprar as coisas que estão começando a faltar em casa. Ontem tive que ligar para o mercado aqui perto, passar a lista de compras e ir ate lá de carro e pedir que alguém colocasse as coisas no porta-malas do meu carro, pois o médico pediu que eu evitasse contato com as pessoas.

Espero que esse período passe rápido, que nada se complique e que em alguns dias eu seja libertada dessa minha prisão domiciliar.